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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Cultura e religiosidade afro-brasileira



  Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. A cultura da África chegou ao Brasil, em sua maior parte, trazida pelos escravos negros na época do tráfico transatlântico de escravos. No Brasil a cultura africana sofreu também a influência das culturas europeia (principalmente portuguesa) e indígena, de forma que características de origem africana na cultura brasileira encontram-se em geral mescladas a outras referências culturais. 
   Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares. Os estados do Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul foram os mais influenciados pela cultura de origem africana, tanto pela quantidade de escravos recebidos durante a época do tráfico como pela migração interna dos escravos após o fim do ciclo da cana-de-açúcar na região Nordeste. 
     Ainda que tradicionalmente desvalorizados na época colonial e no século XIX, os aspectos da cultura brasileira de origem africana passaram por um processo de revalorização a partir do século XX que continua até os dias de hoje.

    Os negros trazidos da África como escravos geralmente eram imediatamente batizados e obrigados a seguir o Catolicismo. A conversão era apenas superficial e as religiões de origem africana conseguiram permanecer através de prática secreta ou o sincretismo com o catolicismo.
   Algumas religiões afro-brasileiras ainda mantém quase que totalmente suas raízes africanas, como é o caso das casas tradicionais de Candomblé e do Xangô do Nordeste; outras formaram-se através do sincretismo religioso, como o Batuque, o Xambá e a Umbanda. Em maior ou menor grau, as religiões afro-brasileiras mostram influências do Catolicismo e da encataria europeia, assim como da pajelança ameríndia. O sincretismo manifesta-se igualmente na tradição do batismo dos filhos e o casamento na Igreja Católica, mesmo quando os fiéis seguem abertamente uma religião afro-brasileira.
      Já no Brasil colonial os negros e mulatos, escravos ou forros, muitas vezes associavam-se em irmandades religiosas católicas. A Irmandade da Boa Morte e a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos foram das mais importantes, servindo também como ligação entre o catolicismo e as religiões afro-brasileiras. A própria prática do catolicismo tradicional sofreu influência africana no culto de santos de origem africana como São Benedito, Santo Elesbão, Santa Efigênia e Santo Antônio de Noto (Santo Antônio de Categeró ou Santo Antônio Etíope); no culto preferencial de santos facilmente associados com os orixás africanos como São Cosme e Damião (ibejis), São Jorge (Ogum no Rio de Janeiro), Santa Bárbara (Iansã); na criação de novos santos populares como a Escrava Anastácia; e em ladainhas, rezas (como a Trezena de Santo Antônio) e festas religiosas (como a Lavagem do Bonfim onde as escadarias da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim em Salvador, Bahia são lavadas com água de cheiro pelas filhas-de-santo do candomblé).
     As igrejas pentencostais do Brasil, que combatem as religiões de origem africana, na realidade têm várias influências destas como se nota em práticas como o batismo do Espírito Santo e crenças como a de incorporação de entidades espirituais (vistas como maléficas). Enquanto o Catolicismo nega a existência de orixás e guias, as igrejas pentencostais acreditam na sua existência, mas como demônios.

Fonte:Wikipédia


Colonização espanhola e portuguesa


1. COLONIZAÇÃO ESPANHOLA
Na colonização espanhola da América, a estruturação político-administrativa era basicamente a mesma do reino. A Casa de Contratación, em Sevilha, era a responsável pela gestão dos negócios coloniais, nomeando os funcionários para as colônias, funcionários estes que comumente lesavam a coroa por meio de corrupção sempre protegida pela impunidade. Constituía-se, também, na mais alta corte espanhola o Supremo Tribunal de Justiça, estância máxima de apelação para questões relacionadas ao
processo de colonização.
O transporte e a distribuição adotados pelos espanhóis era composto por dois sistemas que se inerligavam e se completavam. O sistema de Porto Único, instituído em 1503, determinando que a frota sairia e chegaria na Espanha somente através do porto de Sevilha (mais tarde este monopólio é quebrado ao incluir também o porto de Cádiz). A ideia era centralizar a entrada e saída de mercadorias para facilitar a fiscalização e impedir o contrabando, coisas muito difíceis de se fazer até os dias de hoje. O outro sistema utilizado era o de Frota Anual, surgido em 1540, estabelecia que as viagens de transporte marítimo deveriam acontecer em comboios de galeões que eram escoltados pela “invencível armada” espanhola. O intuito era impedir a ação de piratas protegidos pelos interesses ingleses. Estas frotas atravessariam o Atlântico no mínimo duas vezes ao ano.
O início da exploração se deu através da distribuição de adelantados, cargos de nobreza que advinham da posse de terras a serem conquistadas em regiões fronteiriças pelo senhor-guerreiro.
Os poderes eram teoricamente ilimitados e a exploração econômica era por conta do senhor que pagava um quinto de imposto ao estado. Também era responsabilidade do adelantado a cristianização do índio.
Conforme se desenvolvia uma estrutura produtiva e consumidora na América espanhola, a corte teve que melhorar sua estrutura burocrático administrativa. Para tanto dividiu as suas posses americanas em Vice-reinos, que eram administrados pela Audiência, órgão deliberativo composto pela alta nobreza espanhola e presidida pelo vice-rei que, além de incentivar a colonização, era também responsável pela justiça e pela catequese.
Além dos Vice-reinos, a estrutura administrativa colonial ainda dividiu a América espanhola em cinco Capitanias Gerais, quais foram: Cuba, Venezuela, Guatemala (Nicarágua, Honduras e Costa Rica), Chile e Flórida.
O poder local nos Vice-reinos e nas Capitanias Gerais era exercido pelos Cabildos, espécies de Câmaras Municipais que os portugueses introduziram no Brasil. Os Cabildos possuíam uma certa autonomia política e econômica. Neles, os altos cargos ficavam por conta dos Chapetones - elite espanhola de nascimento (primogênito) que se dedicava exclusivamente à mineração e às atividades agro-pecuárias.
Os cargos mais baixos da administração eram preenchidos com membros da elite criolla - de origem espanhola, porém nascidos na América e que se dedicavam mais às atividades comerciais do que a mineração e a agro-pecuária.
A sociedade colonial da América espanhola, além das duas classes sociais acima citadas, possuía também as demais classes em ordem de importância social:
Mestiços - vaqueiros, artesãos, capatazes de minas e fazendas, vagabundos etc Índios - obrigados aos serviços pesados em minas e fazendas, trabalho este justificado pela maioria dos padres católicos (o serviço forçado ajudava a expiar a culpa dos nativos e os aproximava do perdão de suas almas) com exceção dos jesuítas brasileiros e paraguaios.
Negros - mão de obra utilizada em menor quantidade, principalmente após o declínio da mineração nas plantations, que se espalharam por entre as terras espanholas na América.
O trabalho utilizado nas regiões coloniais espanholas obedecia à seguinte divisão:
mita: comum nas regiões dos países andinos e no México (com o nome de cuatéquil), era um serviço obrigatório, insalubre, temporário e gratuito (embora recebam um pouco de dinheiro para a compra de fumo e álcool), no qual o indígena era superexplorado até a morte, que não tardava a chegar.
encomienda: comum na extração de metais e na agricultura nas haciendas (plantations para o mercado intercolonial e metropolitano ou subsistência do próprio mercado local); também era um trabalho, servil porém o fazendeiro ou minerador era obrigado a promover o processo de catequese, sendo também obrigado a pagar imposto pelo número de indígenas utilizados.
escravo: no Caribe (Cuba e Porto Rico), nas plantations de produtos tropicais e nos serviços domésticos. No restante da América espanhola, em pequena escala. O tráfico negreiro era realizado por holandeses, ingleses, portugueses e italianos.
Uma das conseqüências mais importantes para a economia européia foi a entrada de ouro e prata em grandes quantidades na Espanha, espalhando-se por quase toda a Europa e desvalorizando as moedas dos outros países e produzindo uma elevação generalizada dos preços no século XVI e XVII em toda a Europa. Este período inflacionário ficou conhecido como revolução dos preços.
Fonte: www.supletivounicanto.com.br
2.Colonização portuguesa
No início da colonização portuguesa da América, foram constituídas doze capitanias quase autônomas entre si, que ocupavam o território americano que tinha sido atribuído a Portugal no Tratado de Tordesilhas.
Em 1548 o governo da América Portuguesa foi centralizado pelo Rei D. João III, com a nomeação de um governador-geral, que passou a superintender na totalidade das capitanias. Toda a América do sul Portuguesa passou a constituir, então, uma única unidade administrativa, designada Estado do Brasil.
O Estado do Brasil foi subdividido em dois governos-gerais - um ao sul e outro ao norte - no período de 1572 a 1578 e, mais tarde, no período de 1608 a 1612.
Em 1621, o norte da América Portuguesa é, novamente, separado do Estado do Brasil, criando-se uma unidade autônoma designada Estado do Maranhão - mais tarde designada Estado do Grão-Pará e Maranhão. É durante esta época que o termo "América Portuguesa" é mais usado, quando é necessário referir-se ao conjunto dos estados do Brasil e do Maranhão. Entretanto, a América Portuguesa expande-se muito para além dos limites que haviam sido definidos em Tordesilhas devido à desvalorização do tratado provocada pela União Ibérica, com o avanço da colonização portuguesa para o interior dos estados do Brasil e do Maranhão.
Em 1775, o Estado do Grão-Pará e Maranhão é reabsorvido pelo Estado do Brasil, passando a América Portuguesa a constituir, novamente, uma única unidade administrativa. A partir de então os termos "Brasil" e "América Portuguesa" passam a referir-se ao mesmo, caindo o último em desuso. O Brasil unificado seria elevado de estado a reino unido ao de Portugal em 1816. Tornar-se-ia um império independente em 1822.
O Império Português na América foi integrado não só Brasil, mas também pelas atuais províncias canadense da Terra Nova e Labrador (tanto a ilha da Terra Nova quanto a região do Labrador ficaram sob o domínio português) e Nova Escócia, pelo país centro-americano de Barbados, pelo Uruguai (na época denominado como Província Cisplatina) incluindo a disputada cidade da Colônia do Sacramento e pelo departamento de ultramar francês da Guiana Francesa.

Principais Acontecimentos:

Século XV: Pinzón descreve em seus relatos da época um cabo entre São Roque e o Cabo Branco se projetando ao mar quando visto do Norte.

Século XVI: Achamento do Brasil e posse para a coroa portuguesa por D.Pedro Álvares Cabral.

Século XVI: As expedições de Américo Vespúcio nas costas brasileiras levam a dar seu nome ao continente.

Século XVI: Do sudeste da capitania de Itamaracá a foz do São Francisco com ápice na Vila de Olinda se concentra a indústria exportadora da açúcar. Enquanto isso, o escambo do pau-brasil é a principal atividade em outras capitanias.

Século XVII: A grande prosperidade dessa área acaba atraíndo a maior potência mercantil, naval e militar do século XVII -- a Holanda). Os batavos fundam nessa zona a Nova Holanda, cujos principais pólos são Friederickstaadt e Mauristaadt. A expulsão desses colonos gera uma emigração em direção a Nova Amsterdão (NY). No sertão nordestino surge a primeira grande zona pecuarista do Brasil, atraíndo inclusive famosos bandeirantes paulistas, a exemplo de Domingos Jorge Velho, que depois de dizimar a maior parte das etnias tapuias do interior nordestino acaba como um notável fazendeiro no então povoado de Piancó.

Século XVIII: Uma grande expansão econômica e demográfica gerada pelas minas faz com que o eixo de riqueza e prosperidade se estenda agora entre o Nordeste e Minas Gerais após a guerra dos Emboabas. Apogeu da cultura barroca.A América portuguesa estende até o Rio da Pranta, onde disputa a Colônia do Sacramento com a coroa espanhola.

  • Século XIX: Após a decadência e esgotamento das minas, o Nordeste volta a liderança isolada das exportações em três das cinco décadas da primeira metade do século XIX.
Com a fuga da família real e a transferência da corte portuguesa ao Brasil, o império português passa ser sediado na América até o retorno de d.João VI.
A independência do Brasil marca o fim da presença colonial de Portugal nas Américas



Atividades de História Moderna - América Colonial


Questão 1: (UEG) Acerca do processo de colonização da América Espanhola, julgue a validade das sentenças a seguir.
I. A encomienda era um mecanismo de tributação sobre os indígenas elaborado pela Coroa Espanhola que se constituía na obrigatoriedade de prestação de serviços aos colonizadores.
II. A evangelização das populações indígenas foi um dos mais importantes instrumentos de consolidação da dominação espanhola, mesmo em face do conseqüente processo de miscigenação.
III. A formação de uma sociedade elitista é uma das características da colonização espanhola, observada principalmente em relação à discriminação dos indivíduos mestiços e do elemento indígena.
Assinale a alternativa correta:
A - As sentenças I e II são verdadeiras.
B - As sentenças II e III são verdadeiras.
C - As sentenças I e III são verdadeiras.
D - Todas as sentenças são verdadeiras.

Questão 2: (UFPA) Em 1532, antes de ser aprisionado pelo conquistador Francisco Pizarro, o imperador inca Atahualpa afirmou: “No meu reino, nenhum pássaro voa nem folha alguma se move, se esta não for minha vontade.” Citado por POMER, Leon. “Os incas”. In: História da América Hispano-Indígena. São Paulo: Global, 1983, p. 32. Sobre o tipo de dominação política inca exercida pelo imperador Atahualpa, é correto afirmar:
A - Nos postos mais elevados da hierarquia social, havia uma autocracia representada Inca, de caráter religioso e hereditário.
B - O Imperador, apesar de absoluto, abdicara, por preceitos religiosos, do direito de vida e morte sobre seus súditos.
C - O Império Inca combinava a teocracia, representada pelo poder do Deus Inca, com o comunismo primitivo indígena, baseado em uma sociedade sem classes e com igualdade de direitos.
D - O governo era dominado e executado pelos sacerdotes, os verdadeiros burocratas do Império, subordinados diretamente ao Inca.
E - O poder ilimitado do Inca tinha o caráter apenas sagrado, sem interferência no âmbito econômico e nem nas formas de organização social indígena.

Questão 3: (UFMS) Na América Espanhola, duas formas de exploração do trabalho indígena foram bastante recorrentes na organização, no desenvolvimento e na manutenção da produção econômica colonial. Elas ficaram conhecidas como:
A - cuatequil e esclavización;
B - Esclavitud real e trabajo criollo;
C - mita e encomienda;
D - guerra de conquista e catequese;
E - ayllu e curaca.

Questão 4: (UNIRIO/RJ) -A colonização européia sobre o continente americano, ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII, manifestou-se em formas variadas de ocupação da terra e de exploração do trabalho que criaram uma diversidade sócio-econômica na América Colonial. A alternativa que apresenta corretamente uma afirmativa sobre a colonização européia no continente americano é:
A - Na América espanhola, a extração nas minas de ouro e prata utilizou o trabalho indígena forçado e de baixa remuneração através da “mita”, o que favoreceu o extermínio da população indígena, enquanto a “encomienda” utilizava escravos de origem africana nas fazendas.
B - Na América inglesa, as colônias de povoamento constituíram-se a partir de latifúndios exportadores que incrementaram as práticas comerciais livres desenvolvidas a partir do extrativismo de produtos locais altamente rentáveis no comércio europeu, tais como madeira e peles.
C - Na América inglesa, as colônias de exploração favoreceram o desenvolvimento de atividades econômicas, baseadas no trabalho livre, que forneciam produtos manufaturados para o mercado interno americano e caribenho.
D - Na América portuguesa, a ocupação e o povoamento da terra baseou-se no estabelecimento de monopólios metropolitanos exercidos por um grupo mercantil dedicado à exploração econômica e administrativa da colônia.
E - Na América francesa, a ocupação territorial foi promovida a partir de pequenas e médias propriedades agrícolas, exploradas com base no trabalho de escravos e colonos, controladas pelas Companhias de Comércio e Navegação francesas e holandesas.

Questão 5: (UFSCAR/SP) Foi portanto como (...) prêmio de vitória que foram dados os índios aos espanhóis (...) Como, depois de ganho o Novo Mundo, ficasse tão distante do Rei, não podia de modo algum mantê-lo em seu poder se os mesmos que o tinham descoberto e conquistado não o guardassem (...) acostumando os índios às nossas leis (...) Segue-se que tratemos do serviço pessoal dos índios, no qual se compreende toda a utilidade que pode obter o encomendadero do trabalho do índio. Este texto foi escrito pelo cronista José da Costa, no século XVI. Para entendê-lo, é importante considerar que, na sociedade colonial hispano-americana, no período da conquista da América, os índios:
A - tinham uma posição social semelhante aos guachupines, que eram brancos pobres trazidos da Europa para trabalhar na lavoura, com direito também de exercer ofícios artesanais;
B - eram considerados como simples instrumentos de trabalho e podiam ser comprados, vendidos e doados, sendo utilizados na agricultura, nas minas, no transporte de mercadorias e nos serviços domésticos;
C - permaneceram no regime de trabalho existente antes entre os incas, chamado de cuatequil, no qual eram submetidos a uma servidão na agricultura, com fixação na terra e na comunidade originária;
D - foram utilizados como mão-de-obra a partir da encomienda e da mita, sendo que no primeiro caso eram confiados a um espanhol a quem pagavam tributo sob a forma de prestação de serviço;
E - transformaram-se em súditos do rei da Espanha e deviam pagar a ele tributos, através da entrega periódica de metais preciosos e da prestação de serviços em terras comunais, inclusive mulheres e crianças.

Questão 6: (UFMG) Leia este trecho:... não somos índios nem europeus, mas uma espécie intermediária entre os legítimos proprietários do continente e os usurpadores espanhóis: em suma, sendo americanos por nascimento e nossos direitos os da Europa, temos de disputar estes aos do país e mantermo-nos nele contra a invasão dos invasores – encontramo-nos, assim, na situação mais extraordinária e complicada.BOLÍVAR, Simón, Carta de Jamaica, 1815. Ao escrever esse texto, o autor refere-se à situação ambígua dos:
A - criollos, formados na tradição européia, mas identificados com o Novo Continente;
B - escravos negros americanos, que perderam seus laços culturais com a África;
C - mulatos libertos nascidos na América, divididos entre diferentes tradições culturais;
D - cholos, indígenas educados por europeus, afastados das suas raízes identitárias originais.

Questão 7: (UFC) Nos primórdios do sistema colonial, as concessões de terras efetuadas pela Metrópole Portuguesa visaram tanto a ocupação e o povoamento como a organização da produção do açúcar, com fins comerciais.
Assinale a alternativa correta sobre as medidas que a Coroa Portuguesa adotou para atingir esses objetivos:
A - Dividiu o território em capitanias hereditárias, cedidas aos donatários, que, por sua vez, distribuíram as terras em sesmarias a homens de posses que as demandaram.
B - Vendeu as terras brasileiras a senhores de engenho já experientes que garantiriam uma produção crescente de açúcar.
C - Dividiu o território em Governações Vitalícias, cujos governadores distribuíram a terra entre os colonos portugueses.
D - Armou fortemente os colonos para que pudessem defender o território e regulamentou um uso equânime e igualitário da terra entre colonos e índios aliados.
E - Distribuiu a terra do litoral entre os mais valentes conquistadores e criou engenhos centrais que garantissem a moenda das safras de açúcar durante o ano inteiro.

Questão 8: (UFMG) Leia estes trechos em que se trata das relações de trabalho nas colônias espanholas da América: I. As aldeias eram distribuídas entre os conquistadores, “que passavam a explorar-lhes o sobretrabalho sem, contudo, escravizar os índios. [...] podiam exigir tributos em gêneros [...] ou prestações de trabalho...” Os colonizadores deveriam, em contrapartida, defender as aldeias e evangelizar os índios.
II. “Cada comunidade deveria fornecer, periodicamente, uma quantidade de trabalhadores para as atividades coloniais [principalmente nas minas]. [...] Pelo trabalho [...], os índios deveriam receber um salário, parte do qual obrigatoriamente em moeda (ou metal), a fim que pudessem pagar o tributo régio.”
III. “Na hacienda praticou-se, largamente, o sistema de endividamento de trabalhadores, a fim de retê-los na propriedade. [...] o trabalhador recebia como salário um crédito na tienda de raya (onde retirava alimentos, roupas, etc.), além de um lote mínimo de subsistência.” (VAINFAS, Ronaldo. Economia e sociedade na América Espanhola. Rio de Janeiro: Graal, 1984. p. 61-4.) Considerando-se as formas de exploração do trabalho indígena neles descritas, os trechos I, II e III referem-se, respectivamente, a:
A - peonaje, ejidos e plantation;
B - ayllu, plantation e obrajes;
C - encomienda, mita e peonaje;
D - obrajes, ayllu e ejidos.

Questão 9: (UEL/PR) Em termos demográficos a conquista da América pelos espanhóis revelou-se uma tragédia. A esse respeito, vários autores destacam o caso do México Central, afirmando que entre os séculos XVI e XVII ocorreu uma dizimação das populações indígenas. Vários fatores contribuíram para esse genocídio. Sobre eles, considere as afirmativas a seguir:
I. Foi decisiva a ação dos espanhóis na desocupação das terras dos nativos, visando à exploração agrícola extensiva aos moldes europeus do período.
II. Um fator importante foi a intensa utilização da mão-de-obra indígena na construção das cidades e no processo de mineração.
III. Foi fundamental a profunda alteração efetuada pelos europeus no sistema produtivo e cultural das populações ameríndias, que levou fome e doenças às comunidades.
IV. A crise demográfica foi influenciada pela disseminação entre os membros das comunidades indígenas de atitudes, como suicídio, infanticídio, abortos e abstinência sexual entre os casais.
Estão corretas apenas as afirmativas:
A - I e II.
B - I e III.
C - III e IV.
D - I, II e IV.
E - II, III e IV.

Questão 10: (UFPel/RS) A partir dos textos e de seus conhecimentos, analise as afirmativas:
I. Os indígenas, na América, desde a época do descobrimento, sofreram um processo de violência cultural, que provocou a atual situação dessas etnias, muitas vezes marginalizadas e exploradas.
II. A imposição do cristianismo aos indígenas (afirmada em preceitos dogmáticos no período de expansão do território ibérico) destruiu completamente a cultura indígena, impedindo-a de misturar-se à européia e de deixar marcas na atual cultura latino-americana.
III. Os problemas relatados nos textos apareceram como frutos do conflito entre as culturas indígena e européia, porém a imposição cultural deu-se não apenas por motivos religiosos, mas também para segurança e preservação dos territórios colonizados.
IV. A dominação dos povos indígenas deu-se também pela superioridade bélica dos invasores, o que, muitas vezes, garantia a submissão dos nativos a trabalhos forçados. A invasão e a dominação cultural dos povos têm sido uma constante ao longo da história.
Estão corretas somente as afirmativas:

A - I, II, e III
B - II e IV
C - I, III e IV
D - II e III
E - I e III

Questão 11: (UFF/RJ) Durante o Renascimento, o Mundo Ibérico caracterizou-se por sua política de descobrimentos e de colonização do Novo Mundo.
Sobre as relações coloniais na área de expansão espanhola no Novo Mundo, afirma-se:
I. A Casa de Contratación era uma entidade com sede em Sevilha que se encarregava de organizar o comércio da América e cobrar parte real nas transações com metais preciosos (o quinto).
II. O domínio espanhol sobre Portugal foi parte da política expansionista de Felipe II.
III. A criação dos vice-reinos teve como um dos objetivos manter os colonizadores sob a direção metropolitana.
IV. A enorme extensão dos domínios da Espanha na América e a força dos interesses particulares dos colonos prejudicaram a política descentralizadora de Castela.
As afirmativas que estão corretas são as indicadas por:
A - I,II e III
B - I e III
C - I, III e IV
D - I e IV
E - II, III e IV

Questão 12: (UERGS) Sobre as colônias inglesas na América, pode-se dizer que:
I. Os puritanos vieram para o Novo Mundo por iniciativa e às espensas da Coroa britânica, interessada em patrocinar um projeto de ocupação de seus recentes domínios americanos, para que ali se desenvolvesse uma empreitada colonial a exemplo da que fizeram desenvolver Portugal e Espanha em suas descobertas mais ao sul;
II. Os puritanos vieram para a América por sua própria iniciativa e às suas próprias custas, fugindo das autoridades que os perseguiam por motivos políticos e religiosos;
III. As colônias da Virgínia e de Massachusetts foram fundadas por companhias particulares, as quais destinavam seus lucros para financiar equipamentos e transporte para novas migrações;
IV. Foi apenas no século XVII que os ingleses conseguiram concluir um projeto colonial para as terras de além-mar, dois séculos depois de os reinos ibéricos terem feito o mesmo em seus domínios nas Américas Central e do Sul.
Quais afirmações estão corretas?
A - Apenas I
B - Apenas II
C - Apenas III e IV
D - Apenas II, III e IV
E - I, II, III e IV


Questão 13: (UFF/RJ) No ano de 1998, comemoraram-se os quinhentos anos da chegada de Vasco da Gama às Índias, fato considerado como um dos marcos das grandes navegações e dos descobrimentos que antecederam a descoberta e a colonização do "Novo Mundo".
Assinale a opção que revela uma característica da colonização espanhola na América:
A - Criação de universidades por toda a área de colonização com o propósito de ilustrar as elites indígenas americanas para consolidar o domínio colonial.
B - Redirecionamento da política colonial no Novo Mundo, tendo como fato determinante o florescimento do comércio com as Índias.
C - Exploração da mão-de-obra negra escrava por meio de instituições como o repartimiento com o objetivo de atender às demandas de produtos primários da Europa.
D - Divisão do território ocupado em sesmaria com o intuito de extrair maior volume de prata e ouro do subsolo.
E - Fundação de uma rede de cidades estendida por toda a área ocupada, formando a espinha dorsal do sistema administrativo e militar.






Gabarito

questão 1: D - questão 2: A - questão 3: C - questão 4: D - questão 5: D - questão 6: A - questão 7: A - questão 8: C - questão 9: E - questão 10: C - questão 11: A - questão 12: D - questão 13: E

Expansão ultramarina


A Expansão Marítima Europeia foi um dos maiores feitos realizados pela humanidade, a superação dos perigos reais e imaginários e a transposição dos oceanos promoveram a partir do século XV, uma intensa globalização.

Grandes Navegações. Perigos reais e imaginários


A partir do século XV, sob a liderança de portugueses e espanhóis, os europeus começam um processo de intensa globalização, a chamada Expansão Marítima. Este fato também ficou conhecido como as Grandes Navegações e tinha como principais objetivos: a obtenção de riquezas (atividades comerciais) tanto pela exploração da terra (minerais e vegetais) quanto pela submissão de outros seres humanos ao trabalho escravo (indígenas e africanos), pela pretensão de expansão territorial, pela difusão do cristianismo (catolicismo) para outras civilizações e também pelo desejo de aventura e pela tentativa de superar os perigos do mar (real e imaginário).
Sendo assim, preconizaremos nossa análise no desejo de aventura e superação dos perigos do mar. Será que no momento das Grandes Navegações os europeus acreditavam realmente que o planeta Terra tinha o formato de um quadrado? E que nos mares existiam monstros tenebrosos?
Sempre que lemos textos sobre a Expansão Marítima Europeia é comum encontrarmos referências aos perigos dos mares, a inexperiência e inexatidão dos navegadores, esses textos nos dão a impressão de que os europeus não tinham nenhum aparato técnico e tecnológico para a época, e parece-nos que quando iriam lançar-se ao mar, estariam caminhando na escuridão, sem visão e sem destino. Quem nunca ouviu dizer ou leu sobre a chegada dos portugueses ao território do atual Brasil, que esses queriam ir às Índias e se perderam e acabaram chegando à América! Então, chegaram aqui por acaso?
Primeiramente devemos pensar como essas ideias (terra quadrada, mar tenebroso, monstros, zonas tórridas) foram surgindo no pensamento e mentalidade dos europeus no século XV. Desde a Idade Média a Igreja Católica era detentora de enormes poderes políticos e espirituais (religioso).            Portanto, a Igreja disseminava teorias sobre as coisas naturais, humanas e espirituais para exercer prontamente o seu poder. Geralmente, aqueles que contrariavam as teorias Teocêntricas da Igreja sofriam sérias perseguições. Além do mais, o catolicismo exercia a proibição e a censura de certos livros, principalmente dos filósofos da antiguidade clássica (Platão, Aristóteles, Sócrates).
Esta situação somente começou a mudar com o advento do renascimento urbano e comercial. Permitindo outras possibilidades de leituras do mundo, das coisas naturais, humanas e espirituais. Sendo assim, o infante português D. Henrique iniciou em Sagres (Sul de Portugal) um local de estudos que reuniu navegadores, cartógrafos, cosmógrafos e outras pessoas curiosas pelas viagens marítimas.
Este local de estudos ficou conhecido como Escola de Sagres, nesta escola desenvolveram novos estudos sobre técnicas de navegação, aperfeiçoaram a bússola, o astrolábio (ferramentas de orientação geográfica), produziram constantes mapas das rotas pelos oceanos e criaram novos tipos de embarcação, por exemplo, as caravelas, mais leves e movidas por velas latinas de formato triangular, que facilitavam as manobras em alto mar e propiciavam percorrer maiores distâncias.
As diferenças são nítidas entre o acaso de navegar e a precisão nas navegações, se analisarmos mapas feitos anteriormente à Escola de Sagres, percebemos nestes a presença de monstros nas ilustrações dos oceanos como obstáculos dos navegadores, outro aspecto importante nestes mapas era a presença de anjos desenhados no céu, representando a proteção aos navegadores, como se esses anjos estivessem protegendo as embarcações.
Além de superar os perigos reais (as tempestades, as danificações nas embarcações, as doenças, a fome e a sede), os navegadores, pela mentalidade medieval, ainda tinham que superar os medos imaginários (os monstros marinhos, a zona tórrida, a dimensão plana do planeta, quanto mais navegavam mais próximos estariam do abismo). Acreditamos que a presença dos medos imaginários existiu, mas as inovações técnicas e tecnológicas (Escola de Sagres) propiciaram outro “olhar” para as navegações, permitindo a Expansão Marítima Europeia.  
A difusão da ideia da chegada ao continente americano por parte dos portugueses não passa de um possível enaltecimento dos feitos lusitanos, que teriam enfrentado o mar tenebroso e heroicamente encontrou o “Novo Mundo”. Sobre a desconstrução do acaso (se perderam e chegaram a América), temos relatos que comprovam que outros navegadores chegaram antes de Pedro Álvares Cabral (abril de 1500), forma eles: o italiano Américo Vespúcio (1499), o espanhol Vicente Pinzón (1499), e Diego de Lepe (janeiro de 1500), mas não tomaram posse da terra.
Portanto, se outros navegantes passaram pelo litoral do atual Brasil antes da esquadra de Cabral, possivelmente eles saberiam o trajeto para chegar. Nos relatos dos tripulantes, não há referência a tempestades e turbulências no mar; pois mesmo se estivessem perdidos no mar a bússola e o astrolábio (tecnologia da época) orientariam os navegadores geograficamente, e com certeza saberiam a posição que se encontravam.

Fonte:www.brasilescola.com


Exercícios 


As reformas protestante e católica


As Reformas Religiosas, surgimento das religiões protestantes, luteranismo
calvinismo, anglicanismo, Contra-Reforma Católica, Tribunal da Inquisição, Concílio de Trento, resumo, causas

Lutero - Reforma Protestante
Martinho Lutero: criador da religião Luterana

Causas
O processo de reformas religiosas teve início no século XVI. Podemos destacar como causas dessas reformas: abusos cometidos pela Igreja Católica e uma mudança na visão de mundo, fruto do pensamento renascentista.
A Igreja Católica vinha, desde o final da Idade Média, perdendo sua identidade. Gastos com luxo e preocupações materiais estavam tirando o objetivo católico dos trilhos. Muitos elementos do clero estavam desrespeitando as regras religiosas, principalmente o que diz respeito ao celibato. Padres que mal sabiam rezar uma missa e comandar os rituais, deixavam a população insatisfeita.
A burguesia comercial, em plena expansão no século XVI, estava cada vez mais inconformada, pois os clérigos católicos estavam condenando seu trabalho. O lucro e os juros, típicos de um capitalismo emergente, eram vistos como práticas condenáveis pelos religiosos.
Por outro lado, o papa arrecadava dinheiro para a construção da basílica de São Pedro em Roma, com a venda das indulgências (venda do perdão).
No campo político, os reis estavam descontentes com o papa, pois este interferia muito nos comandos que eram próprios da realeza.
O novo pensamento renascentista também fazia oposição aos preceitos da Igreja. O homem renascentista, começava a ler mais e formar uma opinião cada vez mais crítica. Trabalhadores urbanos, com mais acesso a livros, começaram a discutir e a pensar sobre as coisas do mundo. Um pensamento baseado na ciência e na busca da verdade através de experiências e da razão.

A Reforma Luterana
O monge alemão Martinho Lutero foi um dos primeiros a contestar fortemente os dogmas da Igreja Católica. Afixou na porta da Igreja de Wittenberg as 95 teses que criticavam vários pontos da doutrina católica.
As 95 teses de Martinho Lutero condenava a venda de indulgências e propunha a fundação do luteranismo ( religião luterana ). De acordo com Lutero, a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé. Embora tenha sido contrário ao comércio, teve grande apoio dos reis e príncipes da época. Em suas teses, condenou o culto à imagens e revogou o celibato. 
Martinho Lutero foi convocado as desmentir as suas 95 teses na Dieta de Worms, convocada pelo imperador Carlos V. Em 16 de abril de 1521, Lutero não só defendeu suas teses como mostrou a necessidade da reforma da Igreja Católica.

A Reforma Calvinista
João Calvino - reforma religiosa na França João Calvino: reforma na França 

Na França, João Calvino começou a Reforma Luterana no ano de 1534. De acordo com Calvino a salvação da alma ocorria pelo trabalho justo e honesto. Essa ideia calvinista, atraiu muitos burgueses e banqueiros para o calvinismo. Muitos trabalhadores também viram nesta nova religião uma forma de ficar em paz com sua religiosidade. Calvino também defendeu a ideia da predestinação (a pessoa nasce com sua vida definida).

A Reforma Anglicana
Na Inglaterra, o rei Henrique VIII rompeu com o papado, após este se recusar a cancelar o casamento do rei. Henrique VIII funda o anglicanismo e aumenta seu poder e suas posses, já que retirou da Igreja Católica uma grande quantidade de terras.

A Contra-Reforma Católica
Preocupados com os avanços do protestantismo e com a perda de fiéis, bispos e papas reúnem-se na cidade italiana de Trento (Concílio de Trento) com o objetivo de traçar um plano de reação. No Concílio de Trento ficou definido: 
- Catequização dos habitantes de terras descobertas, através da ação dos jesuítas;
- Retomada do Tribunal do Santo Ofício - Inquisição : punir e condenar os acusados de heresias
- Criação do Index Librorium Proibitorium (Índice de Livros Proibidos): evitar a propagação de ideias contrárias à Igreja Católica.

Intolerância
Em muitos países europeus as minorias religiosas foram perseguidas e muitas guerras religiosas ocorreram, frutos do radicalismo. A Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), por exemplo, colocou católicos e protestantes em guerra por motivos puramente religiosos. Na França, o rei mandou assassinar milhares de calvinistas na chamada Noite de São Bartolomeu.

Você sabia?
- É comemorado em 31 de outubro o Dia da Reforma Protestante. A data é uma referência ao 31 de outubro de 1517, dia em que Martinho Lutero pregou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittemberg (Alemanha).

Questões sobre a Reforma Protestante

1. Qual das alternativas abaixo aponta uma das causas da Reforma Protestante do século XVI?
A - O enfraquecimento da burguesia comercial no século XV.
B - A crise enfrentada pela Igreja Católica desde o final da Idade Média.
C - O fortalecimento das religiões politeístas na Europa desde o começo da Idade Média (século V).
D - A Peste Negra do século XIV que afastou a maioria dos europeus da Religião Católica.
__________________________________
2. De que forma o Renascimento Cultural e Científico influenciou a Reforma Protestante?
A - As descobertas científicas e a valorização da ciência e da razão colocaram em cheque muitas posições da Igreja Católica, abrindo espaço para o surgimento do movimento reformista.
B - As obras de arte do Renascimento não abordavam temas religiosos, deixando de lado os valores cristãos.
C - Os artistas do Renascimento, principalmente Leonardo do Vinci e Michelangelo, organizaram politicamente os reis europeus em prol da Reforma Protestante.
D - Os escritores renascentistas ajudaram Lutero e Calvino na redação dos princípios reformistas.
__________________________________
3. Por que grande parte da burguesia comercial europeia apoiou a Reforma Calvinista?
A - Porque os burgueses tinham grande interesse no enfraquecimento da Igreja Católica, na ressurgimento da Ciência e na volta do sistema feudal de produção.
B - Porque a burguesia comercial tinha interesses na compra das terras da Igreja Católica em toda Europa.
C - Ao contrário da Igreja Católica, o Calvinismo não condenava as práticas econômicas e financeiras que visavam o lucro.
D - Porque os membros da Igreja Calvinista, além do próprio Calvino, poderiam ajudar financeiramente os burgueses em suas atividades comerciais.
__________________________________
4. Sobre a Reforma Luterana é correto afirmar:
A - A Reforma Luterana teve início na Inglaterra e teve forte apoio dos camponeses e monges franciscanos.
B - A Reforma Luterana foi idêntica à Reforma Calvinista, pois ambas eram contrárias a grande parte dos valores cristãos.
C - Lutero condenou os dogmas da Igreja Católica, a venda de indulgências e defendeu a ideia de que a salvação do homem ocorria pelos atos praticados em vida e pela fé.
D - Ela teve pouco impacto na Europa no século do século XVI, pois quase ninguém aderiu aos ideais de Martinho Lutero.
__________________________________
5. Sobre a Contra-Reforma (reação da Igreja Católica à Reforma Protestante) é correto afirmar que:
A - O movimento contra-reformista não teve o apoio do papa e dos bispos católicos, pois eles acreditavam que não havia nada o que fazer para evitar o avanço do protestantismo na Europa.
B - Ela conseguiu enfraquecer e terminar com todas as religiões protestantes já no século XVI.
C - Ela conseguiu instalar a paz religiosa na Europa, evitando qualquer tipo de perseguição ou conflito religioso.
D - Ela retomou o Tribunal do Santo Oficio, determinou a catequização de indígenas nas terras descobertas e criou o Índice de Livros Proibidos.


Fonte:www.suapesquisa.com


















Gabarito:1. B | 2. A | 3. C | 4. C | 5. D


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Humanismo e Renascimento na Europa Moderna


Humanismo renascentista foi um movimento intelectual desenvolvido na Europa durante o Renascimento, entre os séculos XIV e XVI. Iniciado em Florença por Francesco Petrarca, inspirado pela Antiguidade Clássica, foi seguido por Dante Alighieri e Boccaccio. Expandindo-se a partir da Península Itálica veio a abranger a maior parte da Europa.


Homem renascentista


Na procura de fontes autênticas antigas, expressa na frase latina ad fontes, os humanistas desenvolveram a filologia, atribuindo um papel central ao estudo das línguas e literatura. Acreditando que o homem estava na posse de capacidade intelectual ilimitada, defenderam uma educação capaz de desenvolver essas capacidades, o que levou à reforma de universidades e criação de colégios por toda a Europa. Muitos desenvolveram habilidades em várias áreas do conhecimento, o que gerou a noção do "homem renascentista" como polimata. Defendiam a divulgação de todo o conhecimento o que, impulsionado pela nova tecnologia de imprensa, acelerou o florescimento das línguas vernáculas em detrimento do latim, a língua franca nos meios académicos. Também a palavra divina devia ser acessível a todos, o que levou à tradução da Bíblia por Erasmo de Roterdão em 1516. A circulação relativamente irrestrita de ideias e informação galvanizou populações e desafiou o poder de autoridades políticas e religiosas. No final do século XVI, o humanismo renascentista foi transformado e diversificado à mercê das mudanças causadas ​​pela evolução social e ideológica na Europa, e o colidir das Reformas Protestante e Calvinista com a Contra-reforma católica. O movimento, alimentou uma estética própria, consubstanciada, por exemplo, numa tipografia nova, conhecida como humanista, que imitava a antiga letra uncial, e que viria a substituir gradualmente a letra gótica medieval.


O humanismo na educação

O humanismo destacou-se pela forma como reformou a educação. Aos métodos escolásticos das universidades medievais, centrados no treino estrito de profissionais - médicos, juristas e teólogos - a partir de manuais aprovados , os humanistas contrapuseram uma educação voltada para a prática, centrada nos estudos pré-profissionais, procurando o desenvolvimento universal das capacidades humanas. Acreditando que o homem estava na posse de capacidade intelectual ilimitada, consideravam a busca de saber essencial para o uso adequado dessas faculdades. A educação humanista devia habilitar o homem a descobrir o seu verdadeiro destino e conceber através da imitação de modelos clássicos uma humanidade ideal. Preparando para falar e escrever com eloquência e clareza, para melhor se envolver na vida cívica. O Humanismo italiano inicial continuou a tradição de ensino das artes liberais da Idade Média. Mas enfatizou e renomeou os estudos iniciais, o trivium, aumentando a sua abrangência, conteúdo e significado no currículo de escolas e universidades, sob o ambicioso nome de Studia humanitatis . Precursores das actuais humanidades, os Studia humanitatis mantinham o estudo da gramática e da retórica mas excluiam a lógica, e acrescentavam o estudo do grego, da filosofia moral e da poesia, tornada a matéria mais importante do grupo. As ideias humanistas na educação levaram à reforma das universidades e criação de colégios para os estudos iniciais em toda a Europa: Deventer na Holanda, São Paulo de Londres, Corpus Christi College em Oxford, o Colégio trilingue de Lovaina (latim, grego e hebraico), o Collège de France criado por Francisco I de França por instigação de Guillaume Budé ou o Real Colégio das Artes e Humanidades em Coimbra, criado por D. João III de Portugal, tendo como principal André de Gouveia, reitor do Colégio de Guyenne em Bordéus e do Colégio de Santa Bárbara em Paris.

Fatores que favoreceram o humanismo

A partir do século XV, o movimento humanista foi impulsionado por vários fatores: A migração de eruditos bizantinos: com o Império Bizantino progressivamente sitiado pelos otomanos, muitos procuraram refúgio na Europa Ocidental, especialmente na península itálica. Traziam com eles textos gregos e promoveram a difusão da cultura, valores e linguagem gregos. Foi o caso de Manuel Chrysoloras, estudioso de Constantinopla, que ensinou grego em Florença desde 1396-1400, que escreveu para os seus discípulos a obra questões de língua grega baseada na Gramática de Dionísio, o Trácio. O seu discípulo Leonardo Bruni(1370-1444) foi o primeiro a fazer traduções do grego para latim em grande escala, tal como Ambrose Traversari, que recomendou a Cosimo de Medici adquirir 200 códices gregos de Bizâncio, ou Francesco Filelfo que transportou muitos outros. A invenção da prensa móvel: a invenção de Gutenberg permitiu a produção e distribuição de livros a custo reduzido, assegurando a ampla disseminação das ideias humanistas e o desenvolvimento do sentido crítico contra o magister dixit, o argumento de autoridade medieval. A acção dos mecenas: os patronos, com a sua proteção política, o apreço pelo conhecimento antigo, o afã coleccionista e a remuneração financeira aos humanistas pelo seu trabalho na imprensa, promoveram o desenvolvimento do humanismo. Entre os mecenas mais importantes do renascimento destacam-se os Médici de Florença, Lorenzo de Medici, o Magnífico, e seu irmão Giuliano de Medici, ou os papas Júlio II e Leão X. A criação de universidades, escolas e faculdades: A multiplicação de universidades e escolas como Lovaina, Siena, Alcalá de Henares, Coimbra e as escolas do século XV, contribuiu largamente para a expansão do humanismo em toda a Europa.

Fonte:pt.wikipedia.org



Renascimento - Humanismo: Questões de Vestibulares


1. (Puccamp)
As ordens já são mandadas, já se apressam os meirinhos.
Entram por salas e alcovas, relatam roupas e livros:
(...)
Compêndios e dicionários, e tratados eruditos
sobre povos, sobre reinos, sobre invenções e Concílios...
E as sugestões perigosas da França e Estados Unidos,
Mably, Voltaire e outros tantos, que são todos libertinos...
(Cecília Meireles, Romance XLVII ou Dos sequestros. "Romanceiro da Inconfidência")

A referência compêndios, dicionários e tratados eruditos no século XVIII nos sugere uma clara valorização do conhecimento científico, postura que também se verifica no período conhecido como Renascimento. Contribuíram para eclosão deste amplo movimento cultural na Europa,
a) a unificação da Itália e o enfraquecimento da Igreja católica.
b) as descobertas científicas e a revolução industrial na Inglaterra.
c) o fortalecimento das burguesias e o desenvolvimento dos centros urbanos.
d) a Contrarreforma e a fragmentação do poder político dos soberanos.
e) a expansão marítima e a hegemonia árabe na península ibérica.

2. (Uff) A "Carta de Pero Vaz de Caminha", escrita em 1500, é considerada como um dos documentos fundadores da Terra Brasilis e reflete, em seu texto, valores gerais da cultura renascentista, dentre os quais destaca-se:
a) a visão do índio como pertencente ao universo não religioso, tendo em conta sua antropofagia;
b) a informação sobre os preconceitos desenvolvidos pelo renascimento no que tange à impossibilidade de se formar nos trópicos uma civilização católica e moderna;
c) a identificação do Novo Mundo como uma área de insucesso devido à elevada temperatura que nada deixaria produzir;
d) a observação da natureza e do homem do Novo Mundo como resultado da experiência da nova visão de homem, característica do século XV;
e) a consideração da natureza e do homem como inferiores ao que foi projetado por Deus na Gênese.

3. (Cesgranrio) A Revolução Científica, ocorrida na Europa Moderna entre os séculos XVI e XVII, caracterizou-se por:
a) acentuar o espírito crítico do homem através do desenvolvimento da ciência experimental.
b) reforçar as concepções antinaturalistas surgidas nos primórdios do Renascimento.
c) comprovar a tese de um universo geocêntrico contrária à explicação tradicional aceita pela Igreja Medieval.
d) negar os valores humanistas, fortalecendo assim as ideias racionalistas.
e) confirmar os fundamentos lógicos e empiristas da filosofia escolástica em sua crítica aos dogmas católicos medievais.

4. (Fatec) Em O RENASCIMENTO, Nicolau Sevcenko afirma:
"O comércio sai da crise do século XIV fortalecido. O mesmo ocorre com a atividade manufatureira, sobretudo aquela ligada à produção bélica, à construção naval e à produção de roupas e tecidos, nas quais tanto a Itália quanto a Flandres se colocaram à frente das demais. As minas de metais nobres e comuns da Europa Central também são enormemente ativadas. Por tudo isso muitos historiadores costumam tratar o século XV como um período de Revolução Comercial."

A Revolução Comercial ocorreu graças:
a) às repercussões econômicas das viagens ultramarinas de descobrimento.
b) ao crescimento populacional europeu, que tornava imperativa a descoberta de novas terras onde a população excedente pudesse ser instalada.
c) a uma mistura de idealismo religioso e espírito de aventura, em tudo semelhante àquela que levou à formação das cruzadas.
d) aos Atos de Navegação lançados por Oliver Cromwell.
e) à autossuficiência econômica lusitana e à produção de excedentes para exportação.

5. (Fatec) Entre os séculos XIV e XVI a Europa viveu uma época de muitas transformações no campo das técnicas, das artes, da política, da religião e do próprio conhecimento que o homem tinha do mundo em si mesmo.
Sobre esse período histórico, é correto afirmar:
a) Os reinos da França e da Inglaterra enfraqueceram-se devido à crise do sistema feudal, que empobrecera os nobres exatamente no momento de enriquecimento da burguesia mercantil efinanceira, o que permitiu que os reis concentrassem mais poder em suas mãos.
b) Surgiram nessa época "projetos" políticos que diziam respeito às formas de um governante proteger e aumentar seu poder.
c) Durante esse período, quando os reinos independentes se fortaleceram, a Igreja esforçou-se para assegurar o poder espiritual, abandonando sua preocupação anterior com a manutenção de seu poder temporal.
d) Esse período foi de paz entre os papas e os imperadores; por isso, não se investiu na criação de armas de guerra nem em fortificações.
e) Os comerciantes começaram a entrar em choque direto com a antiga ordem medieval, impondo sua forma de vida e seus valores, à medida que passaram a concentrar as riquezas, das quais dependiam também a Igreja e governantes.

6. (Fgv) Erasmo de Rotterdam (1467-1536) foi um dos pensadores mais influentes de sua época, sobretudo porque em sua obra ELOGIO DA LOUCURA defendeu, entre outros aspectos,
a) a tolerância, a liberdade de pensamento e uma teologia baseada exclusivamente nos Evangelhos.
b) a restauração da teologia nos termos da ortodoxia escolástica, na linha de Tomás de Aquino.
c) a reforma eclesiástica da Igreja segundo a proposta de Savonarola, conforme sua pregação em Florença.
d) o comunismo dos bens, teoria que influenciaria o pensamento de Rousseau no século XVIII.
e) a supremacia da razão do Estado sobre as regras definidas nos princípios da moral cristã.

7. (Fuvest) "Se volveres a lembrança ao Gênese, entenderás que o homem retira da natureza seu sustento e a sua felicidade. O usuário, ao contrário, nega a ambas, desprezando a natureza e o modo de vida que ela ensina, pois outros são no mundo seus ideais."
                (Dante Alighieri, A DIVINA COMÉDIA, Inferno, canto XI, tradução de Hernâni Donato).

Esta passagem do poeta florentino exprime:
a) uma visão já moderna da natureza, que aqui aparece sobreposta aos interesses do homem.
b) um ponto de vista já ultrapassado no seu tempo, posto que a usura era uma prática comum e não mais proibida.
c) uma nostalgia pela Antiguidade greco-romana, onde a prática da usura era severamente coibida.
d) uma concepção dominante na Baixa Idade Média, de condenação à prática da usura por ser contrária ao espírito cristão.
e) uma perspectiva original, uma vez que combina a prática da usura com a felicidade humana.

8. (Mackenzie) Galileu Galilei (1564 - 1642) rompeu com as concepções medievais sobre a natureza do conhecimento, EXCETO por:
a) defender a ideia da experiência científica, combinando a indução experimental com cálculos dedutivos.
b) pregar que qualquer conhecimento científico deveria ser comprovado experimentalmente, reproduzindo-se o fenômeno sob determinadas condições.
c) refutar as teorias acerca do sistema geocêntrico de Ptolomeu, com base no sistema heliocêntrico de Copérnico.
d) desenvolver uma concepção hierárquica estática e natural sobre o universo, através de premissas dedutivas que demonstram as conclusões.
e) pregar a rigorosa observação dos fenômenos físicos, estabelecer uma metodologia do conhecimento científico e formular a lei da queda dos corpos.

9. (Mackenzie) O Humanismo foi um movimento que não pode ser definido por:
a) ser um movimento diretamente ligado ao Renascimento, por suas características antropocentristas e individuais.
b) ter uma visão do mundo que recupera a herança greco-romana, utilizando-a como tema de inspiração.
c) ter valorizado o misticismo, o geocentrismo e as realizações culturais medievais.
d) centrar-se no homem, em oposição ao teocentrismo, encarando-o como "medida comum de todas as coisas".
e) romper os limites religiosos impostos pela Igreja às manifestações culturais.

10. (Puccamp) Sobre a importância do renascimento urbano e comercial, na fase de transição do feudalismo para o capitalismo, pode-se destacar:
a) o caráter assistencialista das corporações de ofício influindo na democratização da ordem social.
b) o enfraquecimento do poder dos reis à medida que as cidades se tornaram independentes da nobreza feudal.
c) o estímulo à centralização monárquica, à unificação das moedas, pesos e medidas e ao mercantilismo.
d) a oposição da burguesia comerciante à prática da usura e consequente apoio da Igreja aos seus empreendimentos marítimos.
e) o crescimento da burguesia repercutindo na decadência da política econômica mercantilista e na formação dos Estados Nacionais.

11. (Uff) Dentre os temas desenvolvidos pela cultura renascentista há um que se mantém presente até hoje - a utopia - despertando atenção, principalmente, em finais de século.
Assinale a opção que se refere à ideia de utopia defendida no século XVI.
a) A ideia de utopia como tema central dos manuais de escolástica que se transformou no valor político mais importante da Igreja romana.
b) A ideia de utopia expressa por São Francisco de Assis, nas suas lições sobre a natureza dos homens e dos animais.
c) A ideia de utopia que revelava o caráter de oposição da Igreja ao novo tempo mundano e secular da renascença.
d) A ideia de utopia apresentada por Maquiavel em sua obra, O Príncipe, na qual defendeu o republicanismo.
e) A ideia de utopia exposta por Thomas Morus, na qual criticava os humanistas que reivindicavam a autoridade soberana do Príncipe. 

12. (UNEM) O franciscano Roger Bacon foi condenado, entre 1277 e 1279, por dirigir ataques aos teólogos, por uma suposta crença na alquimia, na astrologia e no método experimental, e também por introduzir, no ensino, as ideias de Aristóteles. Em 1260, Roger Bacon escreveu: "Pode ser que se fabriquem máquinas graças às quais os maiores navios, dirigidos por um único homem, se desloquem mais depressa do que se fossem cheios de remadores; que se construam carros que avancem a uma velocidade incrível sem a ajuda de animais; que se fabriquem máquinas voadoras nas quais um homem (...) bata o ar com asas como um pássaro. Máquinas que permitam ir ao fundo dos mares e dos rios"
                (apud. BRAUDEL, Fernand. "Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII São Paulo: Martins Fontes, 1996, vol. 3).

Considerando a dinâmica do processo histórico, pode-se afirmar que as ideias de Roger Bacon
a) inseriam-se plenamente no espírito da Idade Média ao privilegiarem a crença em Deus como o principal meio para antecipar as descobertas da humanidade.
b) estavam em atraso com relação ao seu tempo ao desconsiderarem os instrumentos intelectuais oferecidos pela Igreja para o avanço científico da humanidade.
c) opunham-se ao desencadeamento da Primeira Revolução Industrial, ao rejeitarem a aplicação da matemática e do método experimental nas invenções industriais.
d) eram fundamentalmente voltadas para o passado, pois não apenas seguiam Aristóteles, como também baseavam-se na tradição e na teologia.
e) inseriam-se num movimento que convergiria mais tarde para o Renascimento, ao contemplarem a possibilidade de o ser humano controlar a natureza por meio das invenções. 

13. (Uel) A arte renascentista, de uma forma geral, se caracterizou pela
a) representação abstrata do mundo.
b) estreita relação entre arte-romantismo-melancolia.
c) representação cubista da ideia de Deus.
d) aproximação entre arte-pesquisa-inovações técnicas.
e) valorização estética dos afrescos da antiguidade egípcia.

14. (Ufc) A cultura renascentista favoreceu a valorização do homem, estimulando a liberdade de expressão presente em diferentes manifestações artísticas e literárias. Entretanto, a participação da Igreja Católica, entre os mecenas, pode ser associada:
a) à renovação das ideias defendidas pela hierarquia eclesiástica, que se deixara influenciar pelo liberalismo burguês.
b) à continuidade do cristianismo como religião dominante, limitando a liberdade de expressão aos valores estabelecidos pela Igreja.
c) ao engajamento da intelectualidade católica nas experiências científicas, na tentativa de conciliar razão e fé.
d) às novas condições de vida na Europa, que extinguiram a persistência dos valores religiosos na sociedade.
e) ao surgimento de novas ordens religiosas, defensoras do mecenato como um meio de maior liberdade de expressão.

15. (Ufmg) "Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio, tão vário na capacidade; em forma o movimento, tão preciso e admirável; na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais."
                               (SHAKESPEARE, William. HAMLET.)
O valor renascentista expresso nesse texto é
a) o antropomorfismo.
b) o hedonismo.
c) o humanismo.
d) o individualismo.
e) o racionalismo.

16. (Ufmg) Miguel de Cervantes, um dos grandes expoentes renascentistas, pretendia com seu livro DOM QUIXOTE
a) denunciar o papel submisso da mulher, representado pela heroína Dulcinéia.
b) exaltar os valores da cavalaria, da honra, do herói, imortalizados na figura de Dom Quixote.
c) fazer uma crítica aos valores medievais, satirizando-os nas figuras de Dom Quixote e Sancho Pança.
d) mostrar a inutilidade da luta contra a Igreja, utilizando a imagem de Dom Quixote lutando contra os moinhos de vento.
e) satirizar a figura do monarca absoluto, ao entronizar Sancho Pança como rei da imaginária ilha da Cocanha.

17. (Ufpe) Os caminhos da renovação científica favoreceram o surgimento de teorias que abriram novos caminhos para lançar os alicerces da ciência moderna. O inglês Francis Bacon foi um dos renovadores que escreveram obras importantes. Sobre ele, podemos afirmar que:
a) escreveu uma obra intitulada "Ensaios", onde faz uma importante análise do ser humano.
b) compartilhou do método cartesiano e foi defensor do racionalismo positivista.
c) não teve pretensões políticas; daí, sua grande dedicação à ciência.
d) formulou, juntamente com Campanella, a idealização da chamada Cidade do Sol.
e) foi, com Newton, o inventor do método indutivo, o qual revolucionou a Química e a Física.

18. (Unirio) Ao final do Renascimento, diversas transformações culturais e sociais ocorridas na Europa, entre os séculos XVI e XVII, propiciaram o surgimento da Revolução Científica. Esse movimento caracterizou-se por um (a):
a) predomínio da concepção de um universo fechado e sobrenatural.
b) negação dos valores individualistas do homem e das concepções naturalistas.
c) crítica à ciência medieval expressa no retorno do pensamento escolástico.
d) afirmação do monopólio da Igreja Católica na explicação das coisas do mundo.
e) valorização do espírito crítico e do método experimental.

19. (Unirio) Criada pelos humanistas italianos e retomada por Vasari, a noção de uma ressurreição das letras e das artes graças ao reencontro com a Antiguidade foi, seguramente, fecunda (...). Essa noção significa juventude, dinamismo, vontade de renovação (...). Teve em si a inevitável injustiça das abruptas declarações de adolescentes, que rompem ou creem romper com os gostos e as categorias mentais dos seus antecessores. Mas o termo "Renascimento", mesmo na acepção estrita dos humanistas, que o aplicavam, essencialmente, à literatura e às artes plásticas, parece-nos atualmente insuficiente.
                (DELUMEAU, Jean. A CIVILIZAÇÃO DO RENASCIMENTO. Lisboa, Editorial Estampa, 1983, vol.1, p.19)

A revisão que o autor nos apresenta com relação ao termo Renascimento aponta para o fato de que a (o):
a) Idade Média não deve mais ser vista como um período de obscurantismo onde a cultura estava totalmente morta.
b) cultura medieval já realizava um questionamento ao teocentrismo, fato que foi apenas aprofundado pelo Humanismo e pelo Renascimento.
c) ruptura que os humanistas pretendiam com a Idade Média era apenas aparente, pois a suposta inspiração na Antiguidade esteve sempre subordinada aos padrões medievais.
d) obscurantismo medieval não impediu a existência de uma produção artística, embora esta fosse esteticamente inferior à da Renascença.
e) Humanismo ainda imprime ao Renascimento uma visão conformista com relação ao mundo, o que muito se assemelhava ao pensamento medieval.

20. (Fuvest) Já se observou que, enquanto a arquitetura medieval prega a humildade cristã, a arquitetura clássica e a do Renascimento proclamam a dignidade do homem. Sobre esse contraste pode-se afirmar que
a) corresponde, em termos de visão de mundo, ao que se conhece como teocentrismo e antropocentrismo;
b) aparece no conjunto das artes plásticas, mas não nas demais atividades culturais e religiosas decorrentes do humanismo;
c) surge também em todas as demais atividades artísticas, exprimindo as mudanças culturais promovidas pela escolástica;
d) corresponde a uma mudança de estilo na arquitetura, sem que a arte medieval como um todo tenha sido abandonada no Renascimento;
e) foi insuficiente para quebrar a continuidade existente entre a arquitetura medieval e a renascentista.

 

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